Garagem morre em assassinato cruel

Queria colocar na roda um assunto meio moído, mas que ainda não foi resolvido (pelo menos eu não vi a resposta).

O que vocês acham das grandes empresas de Internet (em especial Google, mas também Microsoft, Yahoo!, News Corp e diversas outras) comprarem todas as iniciativas promissoras e incorporarem as funções aos seus serviços?

Em tese, não tem nada de errado nisso, muito pelo contrário, é um incentivo muito bacana para os pequenos produtores de garagem. Por outro lado, sufoca o surgimento de novas Microsofts, HPs e Googles, engessando (de certo modo) a capacidade criativa à longo prazo - mesmo que elas incentivem a criação de novos produtos no tempo livre ou não, provavelmente não vão conseguir igualar o “long tail” das garaginhas.

Já li diversos artigos a respeito de start-ups com o único objetivo de serem vendidas para o Google. É bom para os dois: o Google não ganha um concorrente e o empresário ganha um dinheirinho sem ter que investir muitos anos de sua vida (e arriscar não dar certo). Os gringos chamariam isso pomposamente de uma win-win situation. É mesmo?

Vamos à história do próprio Google (pra lá de noticiada). Alguns anos atrás, os fundadores do futuro colosso tentaram vender a idéia (revolucionária) do Pagerank para algumas empresas, em especial o Yahoo! (líder absoluto na época) por cerca de um milhão de dólares. Não conseguiram, claro.

Dinheiro para caramba, devem ter pensado os dois universitários (e eu concordo), mas obviamente uma minúscula fração do que a idéia valia se bem cultivada. Isso sem contar o benefício para toda a humanidade, que ganhou mais opções e uma outra forma de pensar buscas (melhor ou pior, tanto faz). Enfim, o mercado se mexeu, o melhor ganhou mais espaço, os clientes (usuários, sei lá) agora usufruem de mais qualidade e a máquina evolutiva se mexeu.

E se a venda fosse concretizada? Seria como, viajando, se um Neanderthal comprasse o único bebê Homo-sapiens e sumisse com ele (Yahoo!, você é só um exemplo, por favor, não mande me matar). Darwin rola em seu túmulo com a minha comparação ridícula. Mas faz sentido, não faz?

Muita gente vai falar: “o investimento do Google faz muita gente se mexer e criar produtos revolucionários e, no fim, todos ganhamos, porque o Google é o máximo e o bom mesmo é ter tudo integrado.” Ou que “os funcionários do Google trabalham em suas idéias 20% do tempo de trabalho.” Concordo - comigo mesmo, desculpem a esquizofrenia -, mas isso cria outro problema: quase todo mundo está atrás das mesmas invenções!

Os empreendedores, que não são manés, sabem que ao criarem as tais empresas que objetivam serem vendidas para o Google, terão mais chances se os produtos fizerem sentido dentro do portfolio da empresa. Algumas até já usam as cores do Google, para facilitar a integração! E, depois que o Google finalmente compra a ferramenta, o mercado inteiro murcha e desaparece, porque “a escolhida” é perfeitamente integrada ao resto das ferramentas, encontra milhões de usuários já cadastrados e goza de uma quantidade impagável de buzz. Pensem compartilhamento de vídeos, office online ou e-mail.

O Bill Gates dizia anos atrás que a próxima concorrente da Microsoft surgiria de uma garagem. Ele estava certo (não era bem uma garagem, mas a idéia é a mesma). E hoje as grandes estão transformando todas as garagens em um grande Estapar mundial. Será que isso é bom para a gente?

E não é só a idéia que some: os autores em geral também são comprados (voluntariamente) e acabam em postos de destaque dentro das grandalhonas, onde terão bem menos liberdade para desenvolver novos projetos. O Bill Gates mesmo poderia hoje ser um programador da IBM.

Novamente, não tem nada de errado em vender ou comprar essas empresas. O problema está na tendência global e nas características únicas dos serviços de Internet, em especial:

1. quase nenhuma barreira de troca, exceto transferência de dados (baita barreira para alguns tipos de serviços): em vez de aumentar a concorrência, como é presumível, acaba por transformar o melhor concorrente em um quase monopólio (Google, Twitter, Skype…)

2. é “fácil” e “barato” criar um novo serviço: qualquer (gênio) é capaz de criar uma coisa bacana que essas empresas podem querer comprar. E, em geral, são jovens que não conseguem distinguir a diferença entre 10 milhões e 1 bilhão (admito que a diferença é sutil para mim também). Ou seja, o trabalho de criar é inversamente proporcional ao poder do recurso e o estágio de vida do criador… e isso facilita muito a venda.

3. os geninhos estão loucos para trabalhar nessas empresas: o dinheiro é só parte da graça; ser contratado e ganhar um cargo bacana dentro dessas empresas pode ser mais interessante ainda para os autores da idéia.

4. é muito difícil saber quem foi o autor de uma idéia de internet, muito menos garantir uma patente: não duvido que muitas empresas vendem suas empresas porque sabem que um grande pode lançar um serviço semelhante e dominar o mercado.

Muito se falou da quase integração Google e Yahoo!, mas o grande concentrador mesmo está no assassinato generalizado das garagens.

Ah… antes que eu comece a receber e-mails indecorosos de fãs do Google, Microsoft e afins, por favor notem que eu adoro essas empresas e uso todos os seus serviços. Mas faço questão de testar outros concorrentes de vez em quando… nem que seja para saber que elas são melhores.

Sinto pelo post comprido, mas queria saber a opinião de vocês sobre isso. O que acham?

Arte pra todos

Uma das coisas que mais me fascina em São Paulo é ver arte por toda parte.

Hoje, passando em frente ao parque Villa-Lobos notei uns containeres que muito me chamaram a atenção. Pensei que poderia ser uma outra intervenção artística como aquela das garrafas pet gigantes no Rio Pinheiros. Fui pesquisar, e não é que era isso mesmo?

É o Container Art.  Um projeto com vídeos, filmes, projeções e registros de apresentações ao vivo de 49 artistas, incluindo João Moreira Salles, e que serão mostrados dentro desses containeres com todo comforto: com puf, sofá e ar-condicionado.

Sobre o projeto

O projeto Container Art foi idealizado pelo italiano Ronald Lewis Facchinetti, amigo do galerista Daniel Roesler, que consultou-o para poder trazer a idéia para o Brasil. Em São Paulo, a idéia foi adaptada para receber apenas trabalhos de videoarte, com os containeres agrupados. Em outros locais, os módulos eram espalhados e destacavam apenas um artista em cada um. Hoje, há projetos do Container Art nas cidades italianas de Veneza e de Turim. Já foram expostos projetos similares em Nova York e em Taipé, entre outros centros.

Para montar a estrutura em São Paulo, os organizadores tiveram de trazer os containeres e montá-los de madrugada, utilizando guindastes. Para a curadoria do projeto, foram escolhidos Cao Guimarães e Lucas Bambozzi, dois videoartistas de prestígio no Brasil, cujos trabalhos também têm circulação no exterior.

O mais bacana do projeto foi pensar numa forma diferente de fazer a exposição. Isso é inovação. Uma adaptação de uma idéia já existente a um novo formato.

Realmente muito bom. Arte  fora das galerias e acessível ao público. É no mínimo uma experiência nova e ainda de graça! Não é demais?

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  • Não é o fim.

    A discussão parece não ter fim. Blogs, publicações diversas e profissionais renomados do mercado discutindo os rumos da propaganda. E isso não se restringe ao Brasil, é claro.

    A ascensão definitiva e contínua da internet parece ter acelerado (e muito) esta discussão. De fato, são números impressionantes, e o meio, que no final da década de 90 ainda engatinhava, hoje já é considerado por muitos uma mídia de massa, e muita gente já acredita que ela ameaça o reinado até então absoluto da televisão.

    Mas será mesmo que podemos falar na morte da propaganda?

    Se pensarmos na propaganda como ela era até pouco tempo a resposta é, com certeza, sim.

    Mas, se pensarmos nela como o mercado das ‘big ideas’, a resposta também é, com certeza, não.

    A única coisa definitiva neste mercado é a sua constante evolução. Não será como foi nos anos 50 e não será como está sendo hoje, definitivamente. A internet acelerou as discussões acerca do assunto pelos resultados que vem apresentando ano após ano, mas, mais do que uma nova mídia, a internet deflagrou e escancarou na nossa face novas tendências, novos comportamentos e, claro, uma nova forma de se fazer propaganda. As mesmas questões estão sendo apresentadas à diferetes disciplinas e cada uma delas está tentando se reinventar da melhor forma que pode.

    Como já aconteceu em outros momentos, a propaganda busca se renovar para continuar construindo valor para as marcas frente ao público. É claro que não faltarão termos da moda como ‘branded content’, ‘user generated content’, ‘talkability’, ‘brand experience’ e por aí vai, mas nós precisamos reencontrar o verdadeiro valor de nosso negócio, a nossa essência, que é a criação de grandes idéias para gerar grandes marcas.

    Assim como o universo, que está sujeito à duas forças contrárias, a expansão e a retração, a propaganda parece viver este mesmo dilema dia após dia. Mas, para nós, só importa crescer, independentemente de como este crescimento aconteça. Se pela TV, se pela rádio, pela web…não importa. Mas, talvez, essa seja uma discussão muito pequena; pelo menos para o resto do mundo, que não é formado só por publicitários. Para a grande maioria, não adianta, é tudo igual: é tudo propaganda… propaganda na internet, ‘propaganda no supermercado’…não importa.

    Queremos o melhor para as marcas. Queremos que elas criem conexões/vínculos cada vez mais fortes com seu público e, por isso, temos que estar sempre atentos às constantes mudanças, compreendendo melhor cada uma das nuances que surgem diante de nós; do surgimento de novas mídias à evolução do comportamento das pessoas e do papel das marcas na vida delas.

    O que somos hoje é diferente do que fomos ontem, e com a propaganda é a mesma coisa.

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  • Caboré de Planejamento. Sim ou Não?


    Na boa. Comecei o raciocínio deste artigo pensando: “Planejadores não precisam prêmios como o Caboré”. Acho que precisam sim de Cannes (principalmente Titanium and Integrated) e muitos outros, mas do Caboré acho que não tem nada a ver. Porquê? Mais ou menos na mesma linha que o Walter Susini pregou no Papo de Boteco e, conseqüentemente, na sua coluna do Meio & Mensagem. Ele dizia que “o palco é dos criativos, e nós planejadores temos que parar com essa modinha(mania recente) de sermos as estrelas da propaganda”. Concordo com ele também, quando diz que somos os “diretores atrás do palco, e não os artistas em cena”. E assim, tudo me levava a não comprar a idéia de ter um Caboré de Planejamento.

    Mas, resolvi ver um outro lado da história. Porque surgiu esse prêmio ano passado? 1) Porque o planejamento cada vez mais ganha forma e cultura nas agências 2) Porque temos no mercado um brilhante Grupo de Planejamento, que é muito responsável por todo esse “boom” da atividade e categoria. Grupo o qual, entre mil iniciativas, pleiteou também por seu lugar ao sol no Oscar da Propaganda.

    Bom, mas eu ainda não estava convencido que deveria ter este prêmio para nossos colegas de planejamento, quando me veio a idéia de olhar os candidatos deste ano. Aí tudo mudou de figura.
    Não conheço a Ana Paula Cortat, mas vendo os nomes de Beth Furtado e do Uli Zamboni, caiu a ficha do quanto esse prêmio pode ser importante não para eles, mas para todos nós planners.

    Tive alguns contatos com o Uli durante o Bootcamp e tento acompanhar de perto o trabalho da sua agência que é referência atualmente para planejadores de todo país. É uma pessoa brilhante, com uma cabeça ótima e dedicação total a fazer a diferença em trabalhos cada vez mais relevantes. Acho que o Uli representa bem essa mudança do antigo planejamento para um planejamento integrado, criativo, 360 ou como quiserem chamar. É um profissional de vanguarda e admirado por todos, inclusive seus funcionários (fonte confiável).

    Conheci a Beth recentemente quando ela nos deu a honra de uma visita em um encontro da confraria United Planners. É uma empreendedora e rebelde assumida, que questiona tudo e não se contenta com o básico. Tem sido um dos motores da agência nas recentes conquistas e com certeza é uma fonte de inspiração para muitos planejadores. Li seu livro “Desejos Contemporâneos” (que alias to devendo fazer um post só sobre ele) e apaixonei pelo seu pensamento. De fato! Incrível.

    Bom, a Ana Paula infelizmente não sei, mas para estar no mesmo patamar destas 2 feras do planejamento, com certeza ela tem o seu talento e deve estar produzindo em altíssimo nível também.

    Mas porquê essa babação de ovo? Simples. Não porque acho que eles vão adorar receber um elogio a mais ou menos, pois devem escutar isso toda hora por ai. Mas descrevi a percepção que tenho desses profissionais, como uma forma de validar o que eu suponha que deva ser a relação de cada um desses indicados com esse prêmio. Embora todos tenham suas vaidades, acredito que o prêmio será recebido como uma vitória do coletivo, da agência, da equipe de planejamento, do mundo de planejamento. E só então, projetando uma vitória do Uli, da Beth ou da Ana Paula, que entendi que um prêmio tão pessoal desses, traz benefícios coletivos para todos os profissionais que acreditam numa filosofia de trabalho, num processo de estudo e estratégia e numa cultura de planejamento. É um prêmio nosso, que dá cada vez mais perspectiva para nossa razão de existir: sermos planejadores de atitude.

    Eu não vou abrir meu voto, mas acho que todos já ganharam.

     

    O Toque Claro

    Tenho lido sobre a campanha da Oi, que chegou em São Paulo, como alguns costumam dizer, cravando os dois pés no peito da concorrência. Uma campanha provocativa, diferente do que estamos acostumados a ver na categoria; uma rádio, a 94.1, que toca um som de qualidade para um público que estava se sentindo cada vez mais órfão e um discurso que foi bastante mobilizador e estimulou muitas pessoas a testarem os serviços da Oi.

    Ou será que alguém não viu as filas que se formaram nas ruas e nos shoppings nos stands da operadora?

    O fato é que a Oi parece ter dado uma chacoalhada na categoria. Mas os resultados só veremos lá na frente, quando saberemos os impactos no share de mercado. Aí sim, saberemos se a Oi fez a diferença ou terminou com os mesmos problemas das concorrentes que tanto reclamamos.

    A Claro e a Vivo fazem o que podem. Criam novos posicionamentos e anunciam massivamente na mídia, tentando minar os esforços da concorrente.

    Porém, uma coisa me chamou a atenção nas campanhas mais recentes da Claro e que, na minha opinião, não foi dado o devido valor.

    A operadora criou o Toque Claro, som que será ouvido ao se ligar de um Claro para outro Claro. O toque está sendo utilizado para assinar os comerciais da operadora e já conseguiu gerar associação com a marca em muitas pessoas.

    São poucas as marcas que me vem à cabeça quando penso em algo deste tipo. Temos a IBM, que tem uma ‘assinatura sonora’ bastante característica e a Harley-Davidson, que tem no barulho do motor de suas motos sua assinatura sonora, e que está intrinsecamente ligada à experiência de pilotar uma Harley.

    É claro que só isso não é o suficiente para se construir uma marca, ainda mais em um mercado tão problemático como é o de telefonia celular. No entanto, achei bacana a iniciativa de ver uma marca fazer uso de uma assinatura sonora.

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  • Barack Obama, a nova Lovemark

    Não faltaram posts em blogs, notícias nos jornais, nas rádios e na televisão comentando e analisando a vitória de Barack Obama, o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos - e, podem esperar, porque no fim de semana vai ter mais quando as revistas semanais chegarem.

    Só se falou nisso nos últimos dias, e não é pra menos; afinal, Barack Obama abre um novo capítulo na história americana e, quem sabe (?), na história do mundo.

    A chegada de Obama à Casa Branca pode ser analisada sob diversos prismas, mas o que eu mais tenho visto, principalmente na blogosfera, são posts sobre a importância que a internet teve no desenrolar da campanha - o Brainstorm9, do Carlos Merigo, fala um pouco mais sobre isso e acho que vale a pena passar lá para conferir.

    Como Obama disse em seu primeiro discurso após ser eleito, é ‘a melhor campanha política, penso, da história dos EUA’ - a campanha de Barack Obama ganhou o prêmio de Marketing do ano da AdAge - e acho que, se não foi a melhor, está entre as melhores, definitivamente. É inegável o papel da internet em todo o processo, mas não podemos nos esquecer no ícone pop em que se transformou o novo presidente dos EUA nos últimos meses. E, me desculpem, não foi só graças a internet.

    Em um mundo cada vez mais interconectado como o nosso, não podemos nos esquecer que as pessoas, principalmente os mais jovens, fazem cada vez mais coisas ao mesmo tempo. E foi justamente com este público que Barack Obama conseguiu estabelecer um dos seus melhores diálogos. E com certeza isso aconteceu por meio da internet.

    Mas não nos esqueçamos que, de novo, para esta garotada não existe o futuro, só o agora; eles querem saber de tudo. E a equipe que coordenou a campanha de Obama, sabendo muito bem disso, se apropriou de blogs, lançou aplicativos para iPhone, negociou espaços em um game do Xbox Live, fez acordo com um grande grafiteiro, mas quando foi preciso, também desembolsou milhões em comerciais e no infomercial que foi veiculado simultaneamente em cinco canais de televisão.

    A coordenação da campanha implementou de verdade o famoso (e batido) 360, que tanto falamos, mas vemos tão poucas marcas fazer. É a compreensão de que todos os meios tem a sua importância na construção da mensagem e que cada um deles desempenha um determinado papel. Não se trata de uma campanha de internet, de televisão ou de rua, pelo contrário. É a integração dos meios no sentido mais amplo possível e cada um deles atuando também como a mensagem. Não é a toa que o candidato obteve arrecadação recorde, sendo que praticamente metade dela veio de doações individuais que doaram $300 ou até menos para o até então candidato.

    Barack Obama, além de ser um líder nato, com grande capacidade de persuasão e de unir as pessoas em torno de um pensamento, tem uma história singular, uma formação muito sólida, uma oratória de dar inveja a comunicadores de primeiro escalão e também conseguiu concentrar em sua campanha elementos fortes que poucas marcas ao redor do mundo podem se orgulhar de ter.

    Agora é esperar pra ver se a ‘Change’ que o candidato tanto prometeu será implementada, afinal, as grandes marcas não apenas estabelecem um grande vínculo emocional com as pessoas, mas também entregam aquilo que prometem e comunicam…

    Obama entrou para o rol de marcas (sim, isso mesmo, marcas) que vamos ver nas próximas apresentações de professores e palestrantes e que faz alguns pensarem ‘Ah, mas é o Barack Obama, né? Aí fica fácil’, assim como muitos de nós fazemos como vemos grandes cases de Nike, Apple, Coca-Cola etc.

    O que também coloca Barack Obama ao lado dessas marcas é a consistência e persistência. Ele não chegou agora em 2008, ele não fez um ‘viralzinho’ de internet e saiu de cena, ele não fez um site bonitinho e depois de um tempo o deixou de lado ou o repaginou para uma nova campanha, ou um novo posicionamento. Milhares de seguidores no Twitter e uma comunidade no Facebook com mais de 2 milhões de membros não vem assim, da noite pro dia.

    Obama e sua equipe construíram relevância com diferentes públicos através de consistência, persistência e uma mensagem muito simples, que foi de encontro ao que o povo americano queria. Parece óbvio, simples, mas vai contar nos dedos quantas marcas conseguem fazer isso de fato. =)

    Vale a pena ver


    Roda-Viva

    A cada trimestre um novo profissional é convidado para um bate-papo informal à mesa de jantar. Conheça-os aqui:

    setembro/08 - Beth Furtado

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