31 Aug
Essa é engraçada. Estava eu fazendo meu giro boêmio de sábado, para esquecer os estresses e problemas da vida publicitária, quando ao sair de um barzinho fui surpreendido com um case de marketing de rua.
Afinal, marketing acontece é na rua e não nos nossos escritórios descolados.
Incrivelmente, uma menina ao pedir seu carro, o manobrista lhe deu uma aula de como ir para casa.
E não que ela estivesse perdida. Eram os caminhos do álcool.
Fantástico. As ruas que ela poderia pegar sem blitz da polícia com seus bafômetros destruidores.
Sim amigos. É a reinvenção do serviço mais default do mundo. Os manobristas se reinventam e tornam a presença deles muito maior do que o conforto de largar o carro na porta da balada.
Achei sensacional. Quero sempre um manobrista me dizendo onde está a polícia.
E olha que o pessoal não tinha bebido quase nada. Magina o cara que está mal ?
Conclusão. Tudo pode ser melhorado. Todo serviço sem sentido pode fazer sentido. Basta um bom manobrista, ou então um marketeiro mesmo.
29 Aug
O Mozilla Labs está apresentando o Ubiquity. Uma espécie de add-on que você pode instalar no seu Firefox (sim, precisar ser no Firefox) e que te proporciona uma uma nova forma de desbravar a internet.
Eu instalei o Ubiquity ontem à noite, logo após ver o vídeo que eu coloquei aí embaixo. E o que eu posso dizer é: o Ubiquity vai permitir uma navegação muito mais intuitiva e ágil. Deve trazer em algum tempo algumas mudanças significativas para a internet/internautas.
Ainda não consegui desbravá-lo por muito tempo. Mas da prova que eu tive, posso dizer que é muito bacana. Imaginem postar no seu twitter independentemente da página onde você está navegando, procurar um termo no wikipedia sem ter de ir direto ao site ou até mesmo mandar um e-mail para um amigo com o endereço e o seu mapinha no GoogleMaps em apenas alguns cliques?
Pra não entregar tudo, assistam o vídeo.
Ubiquity for Firefox from Aza Raskin on Vimeo.
E o que isso muda em nossas vidas? Bom, agora talvez não muito, mas não podemos esquecer que na medida em que o seu uso vai se tornando cada vez mais massificado, ele vai se tornando algo cada vez mais natural, principalmente para as novas gerações que já chegam a este mundo completamente familiarizadas com estas novas tecnologias. Para eles, é cada vez mais natural…
Mais do que uma ferramenta, evoluções como essas significam também uma evolução no comportamento das pessoas, ou vocês não se lembram mais desse garotinho mexendo no iPhone?
Se nós não entendermos as mudanças que despontam na nossa frente, como podemos nos aproveitar delas e falar com que melhor as entende?
29 Aug
A teoria da Cauda Longa, desenvolvida pelo editor da Wired, diz (muito resumidamente) que a produção, armazenamento e distribução de produtos, serviços e conteúdos está sendo dramaticamente barateada graças à evolução tecnológica e seus novos usos. Isso, segundo o autor, permite que bens que antes seriam economicamente inviáveis sejam produzidos para pequenos grupos de pessoas (ou até um único indivíduo). O nome da teoria vem do gráfico oferta X especificidade da demanda, que começa grande e vai se reduzindo quase indefinidamente, produzindo um desenho semelhante a (claro) uma cauda longa.
A teoria é bacana e já afeta nossa vida. Hoje, “qualquer um” pode: publicar um livro e vendê-lo para a mãe, montar um jornal só com notícias de seu interesse e até ouvir apenas músicas de que gosta.
Parece bom, não é?
É otimo, mas limita muito sua visão de mundo - e torna sua forma de pensar previsível e chata.
Pense a respeito… se você tivesse, quando criança, um canal de televisão que passasse apenas o seu desenho favorito, 24h por dia, você nunca teria tido a oportunidade de conhecer novos programas, novos temas… e (exagerando) pensaria de forma muito semelhante até hoje.
A coisa fica ainda mais critica quando levamos em consideração que os meios de comunicação estão sendo adaptados e barateados de forma a permitir um consumo individualizado - ou alguém ainda assiste TV com a família na sala? Duas pessoas querem ver dois programas diferentes… vai cada uma para uma TV. iPod, celular, notebook…
Apenas alguns dias atrás, peguei um ônibus que tinha som ambiente (era o que prometia a plaquinha do lado do motorista). Mas adivinha se estava funcionando. Claro que não, já que todos (incrível, todos) os passageiros tinham algum tipo de tocador de música digital. Era fácil achar até casais ouvindo música de dois aparelhos diferentes. No Brasil, os custos ainda não permitem que isso aconteça, mas a gente chega lá.
Problemas conjugais à parte, pense em quanto você está se alienando fazendo apenas o que gosta, ouvindo o que curte e lendo o que interessa. Você está se especializando em você e perdendo muitas possibilidades de evoluir.
Se você é um planejador consciente, sabe que ter a visão mais ampla possível de mundo é algo vital, então sugiro algumas dicas bestas, mas efetivas.
- desligue o Google Personalized Home Page e volte a acessar um portal. Mude o site de vez em quando.
- desligue o iPod e ouça rádio no carro (mude a estação!) e às pessoas (sim, aqueles seres sentados ao seu lado) quando estiver comendo, passeando, correndo na esteira…
- se você assina um milhão de feeds, crie uma categoria “abrir a cabeça” e coloque um monte de feeds que você não costuma ler; variedade é melhor que quantidade, já que muitos blogs/sites do mesmo assunto tendem a replicar notícias.
- use sites como Last.fm, Pandora (não disponível para IPs do Brasil) e AllTop para achar conteúdos diferentes daqueles na sua “library”.
- pare de ler as notícias pela Internet e compre um jornal; tá cheio de “links” que você nunca clicaria, mas que podem servir para alguma conexão mental.
Ninguém nasceu gostando de cebola. Faça coisas que você não gosta e, quem sabe, você vai descobrir coisas que adora!
crédito da imagem: LeftClick
28 Aug
Após a função olímpica, estava ouvindo uma entrevista com Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, admitindo a possibilidade de incluir psicólogos na delegação brasileira para evitar fracassos de favoritos na “hora h”. Não sei porque, mas acabei caindo no nosso mundo e fiz uma comparação engraçada. Será que temos que ter psicólogos para os gestores de marketing dos clientes? Acompanho alguns processos de evolução de jobs, e vejo estudos profundos gerando idéias brilhantes, tudo evoluindo, crescendo, e de repente… poft, um super tombo. Lá vai a fórmula mágica dos 30 segundos. Fazer como se fazia há 5 anos atrás é um tombo olímpico. Não considerar um insight bacana de planejamento, que mostra um caminho absolutamente forte e inovador, é o mesmo que o maldito cavalinho do Rodrigo Pessoa, que pára na frente do obstáculo no único dia que ele tinha que pular. Embora eu esteja generalizando, até porque tem muita gente boa fazendo coisas legais hoje em dia, vamos pedir pro Nuzman emprestar os seus psicólogos para nossos amigos marqueteiros. E que na hora h, dê a lógica. Somente a lógica. Ouro.
27 Aug
A Up é tudo. A Up é troca.
E nas palavras dos uppers, a Up é:
Um caldeirão efervescente de idéias.
Um espaço para respirar e acreditar no futuro profissional.
Reunião de amigos planejando o futuro.
It’s up to you! Você faz o que você quer. Sem barreiras.
Uma encruzilhada de novas idéias
Encontro de amigos brilhantes do planejamento.
Simplesmente do caralh*…
Os papos-cabeça mais divertidos.
Um grupo que acredita no planejamento e na amizade.
Uma boa desculpa para fazer coisas legais com pessoas que eu gosto.