Fonte de inspiração

Descobri que gostava de fontes quando ainda era criança e fui, levado pr meu avô, acompanhar a inauguração da grande fonte luminosa de Itapira. Sim, Itapira. E ela ficava na praça do coreto.

Daquele grande tanque com lâmpadas coloridas a coisa evoluiu bastante. Fontes que dançam ao sabor das músicas, fontes que recebem projeção em alta definição, fontes de diferentes formas e tamanhos, todas jorrando água pra cima.

Mas jorrar água pra baixo…. ah, isso é completamente novo.
Aliás, é bem mais que isso!

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Como já disse o Foresti, qualquer produto pode ser reinventado.

A fonte acima foi desenvolvida pela japonesa Koi Aquatec e (segundo a Internet) está instalada no Canal City Hakata, na cidade de Fukuoka, e considerado o maior shopping da ilha de Kyushu.

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  • Filed under: Insights
  • Uma nova forma de navegar…

    O Mozilla Labs está apresentando o Ubiquity. Uma espécie de add-on que você pode instalar no seu Firefox (sim, precisar ser no Firefox) e que te proporciona uma uma nova forma de desbravar a internet.

    Eu instalei o Ubiquity ontem à noite, logo após ver o vídeo que eu coloquei aí embaixo. E o que eu posso dizer é: o Ubiquity vai permitir uma navegação muito mais intuitiva e ágil. Deve trazer em algum tempo algumas mudanças significativas para a internet/internautas.

    Ainda não consegui desbravá-lo por muito tempo. Mas da prova que eu tive, posso dizer que é muito bacana. Imaginem postar no seu twitter independentemente da página onde você está navegando, procurar um termo no wikipedia sem ter de ir direto ao site ou até mesmo mandar um e-mail para um amigo com o endereço e o seu mapinha no GoogleMaps em apenas alguns cliques?

    Pra não entregar tudo, assistam o vídeo.

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    Ubiquity for Firefox from Aza Raskin on Vimeo.

    E o que isso muda em nossas vidas? Bom, agora talvez não muito, mas não podemos esquecer que na medida em que o seu uso vai se tornando cada vez mais massificado, ele vai se tornando algo cada vez mais natural, principalmente para as novas gerações que já chegam a este mundo completamente familiarizadas com estas novas tecnologias. Para eles, é cada vez mais natural…

    Mais do que uma ferramenta, evoluções como essas significam também uma evolução no comportamento das pessoas, ou vocês não se lembram mais desse garotinho mexendo no iPhone?

    Se nós não entendermos as mudanças que despontam na nossa frente, como podemos nos aproveitar delas e falar com que melhor as entende?

    O “long tail” está emburrecendo você

    Long Tail A teoria da Cauda Longa, desenvolvida pelo editor da Wired, diz (muito resumidamente) que a produção, armazenamento e distribução de produtos, serviços e conteúdos está sendo dramaticamente barateada graças à evolução tecnológica e seus novos usos. Isso, segundo o autor, permite que bens que antes seriam economicamente inviáveis sejam produzidos para pequenos grupos de pessoas (ou até um único indivíduo). O nome da teoria vem do gráfico oferta X especificidade da demanda, que começa grande e vai se reduzindo quase indefinidamente, produzindo um desenho semelhante a (claro) uma cauda longa.

    A teoria é bacana e já afeta nossa vida. Hoje, “qualquer um” pode: publicar um livro e vendê-lo para a mãe, montar um jornal só com notícias de seu interesse e até ouvir apenas músicas de que gosta.

    Parece bom, não é?
    É otimo, mas limita muito sua visão de mundo - e torna sua forma de pensar previsível e chata.

    Pense a respeito… se você tivesse, quando criança, um canal de televisão que passasse apenas o seu desenho favorito, 24h por dia, você nunca teria tido a oportunidade de conhecer novos programas, novos temas… e (exagerando) pensaria de forma muito semelhante até hoje.

    A coisa fica ainda mais critica quando levamos em consideração que os meios de comunicação estão sendo adaptados e barateados de forma a permitir um consumo individualizado - ou alguém ainda assiste TV com a família na sala? Duas pessoas querem ver dois programas diferentes… vai cada uma para uma TV. iPod, celular, notebook…

    Apenas alguns dias atrás, peguei um ônibus que tinha som ambiente (era o que prometia a plaquinha do lado do motorista). Mas adivinha se estava funcionando. Claro que não, já que todos (incrível, todos) os passageiros tinham algum tipo de tocador de música digital. Era fácil achar até casais ouvindo música de dois aparelhos diferentes. No Brasil, os custos ainda não permitem que isso aconteça, mas a gente chega lá.

    Problemas conjugais à parte, pense em quanto você está se alienando fazendo apenas o que gosta, ouvindo o que curte e lendo o que interessa. Você está se especializando em você e perdendo muitas possibilidades de evoluir.

    Se você é um planejador consciente, sabe que ter a visão mais ampla possível de mundo é algo vital, então sugiro algumas dicas bestas, mas efetivas.

    - desligue o Google Personalized Home Page e volte a acessar um portal. Mude o site de vez em quando.

    - desligue o iPod e ouça rádio no carro (mude a estação!) e às pessoas (sim, aqueles seres sentados ao seu lado) quando estiver comendo, passeando, correndo na esteira…

    - se você assina um milhão de feeds, crie uma categoria “abrir a cabeça” e coloque um monte de feeds que você não costuma ler; variedade é melhor que quantidade, já que muitos blogs/sites do mesmo assunto tendem a replicar notícias.

    - use sites como Last.fm, Pandora (não disponível para IPs do Brasil) e AllTop para achar conteúdos diferentes daqueles na sua “library”.

    - pare de ler as notícias pela Internet e compre um jornal; tá cheio de “links” que você nunca clicaria, mas que podem servir para alguma conexão mental.

    Ninguém nasceu gostando de cebola. Faça coisas que você não gosta e, quem sabe, você vai descobrir coisas que adora!

    crédito da imagem: LeftClick

    Vale a pena ver


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    setembro/08 - Beth Furtado

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