18 Dec
Para acabar o ano. Deixo aqui um link super bacana.
É o site Contagious, que traz infos mega relevantes e legais.
Esse pdf é uma coletânea The Best of 2008. Com certeza vocês vão usar.
28 Oct
Assisti, na semana passada, à exibição do documentário Breakonsumers (veja o post anterior aqui).
Criado pela Limo Inc como forma de apresentar seu trabalho o documentário é resultado de uma grande pesquisa realizada nas principais capitais brasileiras.
A idéia por trás da pesquisa está em não apenas mapear classes e hábitos de consumo, mas em dar voz à estas classes (especialmente à classe C), traduzindo números em personagens, resultados em insights.
Através de uma série de depoimentos emocionantes, divertidos, contraditórios e muitas vezes surpreendentes, o documentário nos apresenta quais as atuais preocupações e ambições da Classe C e como ela é percebida (de maneira muitas vezes errônea) pelas classes sociais mais altas.
O documentário define ainda três diferentes perfis dentro desta classe:
- os estáveis - aqueles que estão satisfeitos com o status quo, que estão bem onde estão e se o mundo acabar basta um barranco para que possam encostar (essa última parte é minha);
- os emergentes - de certo modo o oposto da classe anterior. Estão insatisfeitos com a situação atual, almejam mais e procuram se distanciar de tudo que os associe às classes mais baixas. Já foram maioria dentro da classe, mas pouco a pouco perdem sua força e expressividade;
- os engajados - são aqueles que buscam se diferenciar através do acesso que têm hoje. Que buscam a transformação através do aprendizado, que têm ciência de suas reais capacidades e possibilidades e que hoje transitam muito mais livremente entre as diferentes classes sociais.
Alguns dos pontos que merecem destaque e que até abro aqui pra quem se interessar levar pra discussão nos comments:
- uma das linhas condutoras do documentário está na “mobilidade” - hoje a classe C consegue transitar entre classes sociais distintas e os lugares que estas classes frequentam - é emblemático o depoimento da engajada que cursou Anhembi-Morumbi e que sentiu o impacto do seu novo círculo de amizades frente ao atual, mas que continuou sendo bem-aceita em ambos.
- o “acesso” - ao celular, à informação, à linhas de crédito, às boas marcas e produtos que miram classes mais altas. Ou, como diz uma emergente: “Eu hoje uso avião pra tudo. Até pra Bauru eu vou de avião.”
- a “conquista” - com o acesso garantido a luta está agora por informação e oportunidade. A classe C está aí, e está disposta a mudar. Com uma formação muito melhor a que tinham anteriormente, somada à ambição e à motivação, estão prontos a conquistar um novo espaço, vindo pra brigar. Como bem lembrou uma mãe, classe B: “Eu sei que meus filhos vão, num futuro próximo, disputar vagas no mercado com esse pessoal que vem aí, ambicioso e que já tá ralando muito”.
Como finalizou a Laura Chiavone, hoje a classe C quer muito mais do que acesso. Isso eles já têm. O que eles querem é saber o que fazer com o que já têm. Querem informação. Não querem mais TER, querem é SER.
E aí?!
Como podemos nos posicionar frente a esta nova realidade?
12 Sep
De treinador de futebol e marketeiro todo mundo tem um pouco.
E isso é um dos motivos que tecnicamente nosso marketing e comunicação ainda não atingem os níveis desejados.
Engraçado isso. Às vezes tento imaginar a relação cliente-agência em outros setores.
Como por exemplo, Medicina.
Ia ser um tanto engraçado o papai, pedindo para o médico cortar a barriga da mamãe um pouquinho mais pra cá, mais pra lá, desse jeito ou daquele durante um parto.
Bom, o médico é o profissional (agência) e o papai é o contratante (cliente).
Pensando nisso, cheguei a triste conclusão que o mercado se baseia muito em achômetros e feelings.
Mas amigos, o único cara que ganhou dinheiro com Feelings foi o Morris Albert naquela canção.
Somos profissionais de humanas, porém somos altamente qualificados e técnicos.
Pensando nisso, estou abrindo uma série de posts (espero criar muitos), chamados formulismos.
Onde vou transformar nossas ações e ferramentas em fórmulas matemáticas, iguais as que são utilizadas em categorias blindadas como medicina, automóveis, setor jurídico e outros.
Em tempo, o “Formulismos 1” será a Formula da Satisfação:
S = R - E
9 Sep
Assisti hoje a dois vídeos que, em comum, têm o mesmo princípio: apresentar produtos de internet e ensinar como utilizá-los explorando a simplicidade do desenho no papel.
Os vídeos em questão apresentam o Twitter e o LinkedIn e foram produzidos pela CommonCrafts, que tem como mote “We make complex ideas easy to understand”.
Se fazer entender… Necessidade diária de todos que trabalhamos com planejamento.
Na mesma linha destes vídeos está o workshop The Back of the Napkin apresentado no Mix 08 por Dan Roam e baseado em seu livro homônimo. Nele o autor diz, muito resumidamente, que todos nós nascemos com uma poderosa habilidade de visual thinking que é pouco explorada e até desencorajada em nosso dia-a-dia. E, claro, nos fornece ferramentas para que possamos melhor aproveita-la.
Sabe aquela história do “Quer que eu desenhe”?
Por que não? Se é pra facilitar, vale mais do que mil gráficos, tabelas e bullets numa apresentação
Dica:
Baixe a apresentação do Dan Roam e queime um DVD pra assistir em casa.
Dura uma hora, e vale cada minuto. O site dele também traz as ferramentas que ele apresenta em PDF, assim você não precisa desenhar no seu caderno enquanto assiste, assim como eu fiz.
3 Sep
Estas foram as apresentações vencedoras do concurso World´s Best Presentation Contest promovido pelo Slideshare.
Em comum, todas exploram bastante a linguagem visual, com muitas imagens e grafismos, fontes grandes e pouco texto.
1o. Lugar - Thirst
2o. Lugar - Foot Notes
3o. Lugar - Zimbabwe in Crisis
Inspiradoras.
fonte: Guy Kawasaki
29 Aug
A teoria da Cauda Longa, desenvolvida pelo editor da Wired, diz (muito resumidamente) que a produção, armazenamento e distribução de produtos, serviços e conteúdos está sendo dramaticamente barateada graças à evolução tecnológica e seus novos usos. Isso, segundo o autor, permite que bens que antes seriam economicamente inviáveis sejam produzidos para pequenos grupos de pessoas (ou até um único indivíduo). O nome da teoria vem do gráfico oferta X especificidade da demanda, que começa grande e vai se reduzindo quase indefinidamente, produzindo um desenho semelhante a (claro) uma cauda longa.
A teoria é bacana e já afeta nossa vida. Hoje, “qualquer um” pode: publicar um livro e vendê-lo para a mãe, montar um jornal só com notícias de seu interesse e até ouvir apenas músicas de que gosta.
Parece bom, não é?
É otimo, mas limita muito sua visão de mundo - e torna sua forma de pensar previsível e chata.
Pense a respeito… se você tivesse, quando criança, um canal de televisão que passasse apenas o seu desenho favorito, 24h por dia, você nunca teria tido a oportunidade de conhecer novos programas, novos temas… e (exagerando) pensaria de forma muito semelhante até hoje.
A coisa fica ainda mais critica quando levamos em consideração que os meios de comunicação estão sendo adaptados e barateados de forma a permitir um consumo individualizado - ou alguém ainda assiste TV com a família na sala? Duas pessoas querem ver dois programas diferentes… vai cada uma para uma TV. iPod, celular, notebook…
Apenas alguns dias atrás, peguei um ônibus que tinha som ambiente (era o que prometia a plaquinha do lado do motorista). Mas adivinha se estava funcionando. Claro que não, já que todos (incrível, todos) os passageiros tinham algum tipo de tocador de música digital. Era fácil achar até casais ouvindo música de dois aparelhos diferentes. No Brasil, os custos ainda não permitem que isso aconteça, mas a gente chega lá.
Problemas conjugais à parte, pense em quanto você está se alienando fazendo apenas o que gosta, ouvindo o que curte e lendo o que interessa. Você está se especializando em você e perdendo muitas possibilidades de evoluir.
Se você é um planejador consciente, sabe que ter a visão mais ampla possível de mundo é algo vital, então sugiro algumas dicas bestas, mas efetivas.
- desligue o Google Personalized Home Page e volte a acessar um portal. Mude o site de vez em quando.
- desligue o iPod e ouça rádio no carro (mude a estação!) e às pessoas (sim, aqueles seres sentados ao seu lado) quando estiver comendo, passeando, correndo na esteira…
- se você assina um milhão de feeds, crie uma categoria “abrir a cabeça” e coloque um monte de feeds que você não costuma ler; variedade é melhor que quantidade, já que muitos blogs/sites do mesmo assunto tendem a replicar notícias.
- use sites como Last.fm, Pandora (não disponível para IPs do Brasil) e AllTop para achar conteúdos diferentes daqueles na sua “library”.
- pare de ler as notícias pela Internet e compre um jornal; tá cheio de “links” que você nunca clicaria, mas que podem servir para alguma conexão mental.
Ninguém nasceu gostando de cebola. Faça coisas que você não gosta e, quem sabe, você vai descobrir coisas que adora!
crédito da imagem: LeftClick