Breakonsumers - o documentário

Assisti, na semana passada, à exibição do documentário Breakonsumers (veja o post anterior aqui).

Criado pela Limo Inc como forma de apresentar seu trabalho o documentário é resultado de uma grande pesquisa realizada nas principais capitais brasileiras.

A idéia por trás da pesquisa está em não apenas mapear classes e hábitos de consumo, mas em dar voz à estas classes (especialmente à classe C), traduzindo números em personagens, resultados em insights.

Através de uma série de depoimentos emocionantes, divertidos, contraditórios e muitas vezes  surpreendentes, o documentário nos apresenta quais as atuais preocupações e ambições da Classe C e como ela é percebida (de maneira muitas vezes errônea) pelas classes sociais mais altas.

O documentário define ainda três diferentes perfis dentro desta classe:

- os estáveis - aqueles que estão satisfeitos com o status quo, que estão bem onde estão e se o mundo acabar basta um barranco para que possam encostar (essa última parte é minha);

- os emergentes - de certo modo o oposto da classe anterior. Estão insatisfeitos com a situação atual, almejam mais e procuram se distanciar de tudo que os associe às classes mais baixas. Já foram maioria dentro da classe, mas pouco a pouco perdem sua força e expressividade;

- os engajados - são aqueles que buscam se diferenciar através do acesso que têm hoje. Que buscam a transformação através do aprendizado, que têm ciência de suas reais capacidades e possibilidades e que hoje transitam muito mais livremente entre as diferentes classes sociais.

Alguns dos pontos que merecem destaque e que até abro aqui pra quem se interessar levar pra discussão nos comments:

- uma das linhas condutoras do documentário está na “mobilidade” - hoje a classe C consegue transitar entre classes sociais distintas e os lugares que estas classes frequentam - é emblemático o depoimento da engajada que cursou Anhembi-Morumbi e que sentiu o impacto do seu novo círculo de amizades frente ao atual, mas que continuou sendo bem-aceita em ambos.

- o “acesso” - ao celular, à informação, à linhas de crédito, às boas marcas e produtos que miram classes mais altas. Ou, como diz uma emergente: “Eu hoje uso avião pra tudo. Até pra Bauru eu vou de avião.”

- a “conquista” - com o acesso garantido a luta está agora por informação e oportunidade. A classe C está aí, e está disposta a mudar. Com uma formação muito melhor a que tinham anteriormente, somada à ambição e à motivação, estão prontos a conquistar um novo espaço, vindo pra brigar. Como bem lembrou uma mãe, classe B: “Eu sei que meus filhos vão, num futuro próximo, disputar vagas no mercado com esse pessoal que vem aí, ambicioso e que já tá ralando muito”.

Como finalizou a Laura Chiavone, hoje a classe C quer muito mais do que acesso. Isso eles já têm. O que eles querem é saber o que fazer com o que já têm. Querem informação. Não querem mais TER, querem é SER.

E aí?!

Como podemos nos posicionar frente a esta nova realidade?

As melhores apresentações do mundo

Estas foram as apresentações vencedoras do concurso World´s Best Presentation Contest promovido pelo Slideshare.

Em comum, todas exploram bastante a linguagem visual, com muitas imagens e grafismos, fontes grandes e pouco texto.

1o. Lugar - Thirst

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2o. Lugar - Foot Notes

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3o. Lugar - Zimbabwe in Crisis

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Inspiradoras.

fonte: Guy Kawasaki

Fonte de inspiração

Descobri que gostava de fontes quando ainda era criança e fui, levado pr meu avô, acompanhar a inauguração da grande fonte luminosa de Itapira. Sim, Itapira. E ela ficava na praça do coreto.

Daquele grande tanque com lâmpadas coloridas a coisa evoluiu bastante. Fontes que dançam ao sabor das músicas, fontes que recebem projeção em alta definição, fontes de diferentes formas e tamanhos, todas jorrando água pra cima.

Mas jorrar água pra baixo…. ah, isso é completamente novo.
Aliás, é bem mais que isso!

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Como já disse o Foresti, qualquer produto pode ser reinventado.

A fonte acima foi desenvolvida pela japonesa Koi Aquatec e (segundo a Internet) está instalada no Canal City Hakata, na cidade de Fukuoka, e considerado o maior shopping da ilha de Kyushu.

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  • Brasil é Bronze

    Após a função olímpica, estava ouvindo uma entrevista com Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB, admitindo a possibilidade de incluir psicólogos na delegação brasileira para evitar fracassos de favoritos na “hora h”. Não sei porque, mas acabei caindo no nosso mundo e fiz uma comparação engraçada. Será que temos que ter psicólogos para os gestores de marketing dos clientes? Acompanho alguns processos de evolução de jobs, e vejo estudos profundos gerando idéias brilhantes, tudo evoluindo, crescendo, e de repente… poft, um super tombo. Lá vai a fórmula mágica dos 30 segundos. Fazer como se fazia há 5 anos atrás é um tombo olímpico. Não considerar um insight bacana de planejamento, que mostra um caminho absolutamente forte e inovador, é o mesmo que o maldito cavalinho do Rodrigo Pessoa, que pára na frente do obstáculo no único dia que ele tinha que pular. Embora eu esteja generalizando, até porque tem muita gente boa fazendo coisas legais hoje em dia, vamos pedir pro Nuzman emprestar os seus psicólogos para nossos amigos marqueteiros. E que na hora h, dê a lógica. Somente a lógica. Ouro.

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  • Vale a pena ver


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    A cada trimestre um novo profissional é convidado para um bate-papo informal à mesa de jantar. Conheça-os aqui:

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